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outubro 27, 2008

Uma Pedra no Caminho

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A alegria de Charles Darwin com o convite para viajar no HMS Beagle durou pouco, entre ele e a epopeia que o levaria a revolucionar a ciência encontrava-se um obstáculo formidável, talvez intransponível.

Que forças nefastas se alinhavam contra nosso herói? A Igreja? Os defensores do status quo científico? A Maçonaria?

Não exactamente. Darwin explica o problema a J.S. Henslow carta de 30 de Agosto de 1831 :

“Meu Caro Senhor,

A carta do Sr Peacock chegou sábado & eu recebi-a ontem ao fim da tarde. – No que diz respeito à minha própria vontade, penso que deveria certamente ter aceite com deleite a oportunidade, que tão gentilmente me ofereceu. – Mas meu Pai, embora não recuse definitivamente, dá-me conselhos tão fortes contra a minha ida.- que eu não estaria confortável, se não os seguisse. – As objecções de meu Pai são estas; não é adequado para me estabelecer como clérigo. – a minha pouca habituação a viagens marítimas. – o pouco tempo & a chance de não agradar o Capitão Fitzroy”


Algo mais do que apenas respeito e obrigação filial prendia Darwin. A posição de acompanhante do Capitão Fitzroy não era remunerada, e o candidato precisava de meios independentes para se manter ao longo de dois anos no mar (2 anos que se transformariam em 5 a bordo do Beagle).

Entretanto, apesar do tom resignado do jovem Charles, o Dr Robert Darwin deixara uma brecha estreita na sua recusa: se fosse encontrado um homem de respeito e substância que defendesse o projecto, alguém que o Doutor estimasse muito, ele reverteria seu veredicto.

Charles Darwin sabia precisamente a quem recorrer...

-Thiago Carvalho

Publicado por tentilhão às outubro 27, 2008 08:51 AM

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